Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) seguem em empate técnico em uma simulação de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026.
De acordo com o levantamento, Lula aparece numericamente à frente, com 42% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro soma 41%. Na pesquisa anterior, divulgada em abril, o senador tinha vantagem numérica sobre o presidente.
O levantamento mostra ainda que o cenário vem se mantendo equilibrado nos últimos meses. Em março, ambos apareciam com 41% das intenções de voto. Já em dezembro do ano passado, Lula tinha uma vantagem de dez pontos sobre o adversário.
Além da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, a Quaest também simulou cenários envolvendo outros nomes da política nacional, como os governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), além de Renan Santos (Missão).
Na projeção de primeiro turno, Lula lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%. Ronaldo Caiado e Romeu Zema aparecem com 4% cada.
A pesquisa também apontou melhora nos índices de avaliação do governo federal. A desaprovação da gestão Lula caiu de 52% para 49%, enquanto a aprovação subiu de 43% para 46%.
Já a avaliação negativa do governo recuou de 42% para 39%. O percentual dos que consideram a gestão positiva passou de 31% para 34%, enquanto os que avaliam o governo como regular representam 25%.
Segundo a Quaest, também diminuiu o número de pessoas que afirmam ver mais notícias negativas sobre o governo. Em abril, esse índice era de 48%; agora, caiu para 43%. Já o percentual dos que percebem notícias mais positivas aumentou de 23% para 32%.
O levantamento ainda abordou programas recentes anunciados pelo governo federal, como o Desenrola 2.0. Para 50% dos entrevistados, a iniciativa é considerada positiva para ajudar famílias endividadas, enquanto 48% acreditam que ela terá grande impacto para quem enfrenta dificuldades financeiras.
Outro tema avaliado foi a recente visita de Lula ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo a pesquisa, 43% dos entrevistados consideram que o presidente brasileiro saiu politicamente fortalecido após o encontro.
Apesar da melhora nos índices de aprovação, a maioria dos entrevistados ainda afirma que Lula não deveria disputar um novo mandato. O percentual caiu de 59% para 55%. Já os que defendem a continuidade do presidente subiram de 38% para 41%.