
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná confirmou dois casos de hantavírus no estado e mantém outros 11 sob investigação. Segundo a pasta, a doença segue sob controle e os pacientes recebem acompanhamento médico.
Os casos confirmados envolvem um homem de 34 anos, morador de Pérola d'Oeste, e uma mulher de 28 anos, residente em Ponta Grossa. Além das suspeitas em análise, outras 21 ocorrências já foram descartadas pelas autoridades sanitárias.
O alerta sobre o hantavírus ganhou repercussão internacional após mortes registradas em um cruzeiro que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde. Apesar disso, as autoridades reforçam que os casos do Paraná não têm ligação com a embarcação.
O hantavírus é uma doença viral transmitida principalmente por roedores silvestres infectados. A contaminação costuma ocorrer pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva dos animais, especialmente em locais fechados e pouco ventilados.
Segundo especialistas, os sintomas iniciais podem ser confundidos com uma gripe forte, incluindo febre, dores no corpo, dor de cabeça, mal-estar e problemas gastrointestinais. Em situações mais graves, a doença pode evoluir para falta de ar, insuficiência respiratória e queda de pressão.
A infectologista Gabriela Gehring explicou que nem todos os pacientes desenvolvem quadros severos, mas destacou a importância do diagnóstico rápido e acompanhamento médico.
Atualmente, não existe medicamento específico contra o hantavírus. O tratamento é baseado em suporte hospitalar e monitoramento clínico.
As autoridades de saúde orientam a população a evitar contato com roedores e manter ambientes limpos e ventilados. Também é recomendado utilizar luvas e calçados fechados durante limpezas em locais com risco de infestação.
Entre as medidas preventivas estão a retirada de entulhos, armazenamento adequado de alimentos e realização de limpeza úmida em galpões, paióis e silos para evitar partículas contaminadas no ar.
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