
Vinte escolas da rede estadual e cinco da rede municipal serão contempladas com ações de prevenção à violência e ao uso de drogas
Estudantes protagonistas na prevenção à violência e ao uso de drogas, atuando de forma coletiva para construir ambientes mais saudáveis, acolhedores e seguros. Esse é o objetivo dos Comitês Escolares, lançados em parceria pelo Governo do Ceará e pela Prefeitura de Fortaleza, no âmbito do FORtaleCE. A cerimônia de lançamento foi realizada na manhã desta quinta-feira (21), com a presença do governador Elmano de Freitas, do prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, e de alunos das redes estadual e municipal de ensino, público-alvo do programa.
Com investimento de R$ 1,7 milhão, a iniciativa vai beneficiar diretamente mais de 400 pessoas e alcançar, de forma indireta, cerca de 12 mil integrantes da comunidade escolar da rede pública de Fortaleza. O projeto será desenvolvido em 25 escolas e tem como objetivo fortalecer ações de prevenção, cuidado e promoção de ambientes escolares mais saudáveis.

De acordo com o governador Elmano de Freitas, o projeto busca enfrentar os desafios relacionados à violência e às drogas. “Vamos apostar na nossa juventude por meio dos Comitês Escolares, com a participação de estudantes e professores na mediação de conflitos. Queremos superar situações de violência praticadas contra mulheres, jovens negros e em diferentes relações sociais. Apostamos na capacidade das pessoas de contribuírem para que a escola seja um ambiente de paz, conhecimento e alegria”, afirmou.

O prefeito Evandro Leitão destacou que os Comitês Escolares se somam às demais ações desenvolvidas em parceria entre os governos para a redução da violência. “Essa iniciativa se junta a outras ações para que possamos alcançar resultados a médio prazo. Estaremos juntos para garantir que vocês, alunas e alunos, possam ter um espaço escolar de acolhimento, respeito e aprendizado, mas, sobretudo, um ambiente inclusivo, onde todos possam ter sua dignidade garantida e a perspectiva de uma vida melhor”, ressaltou.

Os participantes receberão bolsas mensais conforme a função desempenhada no projeto. Os professores coordenadores terão auxílio de R$ 600, enquanto facilitadores docentes e alunos graduandos receberão R$ 500. Já os estudantes agentes contarão com bolsas de R$ 250.

Os comitês serão formados por professores, estudantes e integrantes da comunidade escolar, que atuarão de forma integrada na construção de ações voltadas ao bem-estar e à promoção da saúde no ambiente educacional. A proposta busca ampliar o engajamento das escolas em iniciativas de cuidado coletivo e fortalecimento das relações no espaço escolar.

O regime de colaboração para a efetivação de políticas públicas foi destacado pela secretária da Educação do Estado, Jucineide Fernandes. “Esperamos que nossos alunos, juntamente com os professores, sejam promotores de práticas de prevenção e proteção no ambiente escolar, contribuindo para evitar situações de violência que possam afetá-los”, afirmou.
Na prática, os comitês vão dar voz aos estudantes, que desenvolverão ações preventivas baseadas em evidências, fortalecendo a convivência, o cuidado e o apoio mútuo, além de estimular habilidades socioemocionais. Entre os alunos que demonstram expectativa para o projeto estão Rafael Allechandre e Isaac Razial, da Escola de Ensino Médio de Tempo Integral (EEMTI) Estado do Paraná, no bairro Montese, que terão o professor Gerlan Oliveira como um dos facilitadores.

“Eu acredito que esse projeto vem para mostrar o quanto as drogas e a violência prejudicam a vida dos jovens”, afirmou Rafael. Já Isaac destacou a importância da prevenção. “Muitas vezes, a pessoa não percebe que está entrando nesse caminho. Por isso, é importante buscar informação, ouvir quem já passou por isso e oferecer apoio. Esse Comitê é muito importante”.

Conforme explicou Thiago Bessa, coordenador-geral dos Comitês Escolares, o projeto contará com atividades internas e ações de culminância, permitindo que os estudantes ocupem diferentes espaços da cidade. “Sabemos que a realidade da periferia é difícil, mas queremos que as soluções sejam pensadas pelos próprios estudantes. O projeto é voltado para os territórios onde está inserido, porque uma escola viva fortalece a cultura de paz em toda a região”, concluiu.
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